BOP!

Victor E. Folquening escreve, você lê e diz alguma coisa

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Nome: Escritório de Gestão Integrada
Local: Curitiba, Paraná, Brazil

Grupo de gestores para soluções estratégicas nas Faculdades Integradas do Brasil

Domingo, Setembro 06, 2009

Relativismo cultural




Domingo, Janeiro 04, 2009

Férias em São Francisco




Fotos com celular. Estou curtindo cada vez mais. Há uma desculpa para serem ruins. Na topo, Alex, meu irmão João Felipe e a noiva, Damares. Embaixo, figuras barrocas na Igreja Nossa Senhora da Graça, cuja fundação original, como capela, é do século 16. S. Francisco do Sul é a terceira cidade mais antiga do Brasil.

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

OUTRAS DO VALÊNCIO!





Fotos que eu tirei do Valêncio Xavier durante algumas de nossas reportagens. Na primeira, ele está na capela da Fazenda Fortaleza, em Castro, acho que imitando um padre. Na segunda, Valêncio e a fotógrafa Luciana Motta (vai ser mãe, em breve!), numa das cachoeiras que a gente dava um jeito de colocar no roteiro da matéria (mesmo que a história nada tivesse com cachoeiras). A Lu usa uma camiseta minha, lembro agora, para se proteger do frio: não estava lá muito quente, mas isso não impedia os mergulhos do velhinho. A terceira, Valêncio e uma arqueóloga - puxa, não lembro o nome dela - identificando pinturas rupestres em algum lugar entre Ponta Grossa e Guarapuava (santa distância, Batman!).

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

Valêncio!


Sábado, Agosto 23, 2008

O FUTURO, QUEM DIRIA?

Essa foto horrorosa (mas adorável) é do dia da minha Primeira Comunhão. Aliás, minha e do Benet. Eu sou o cara vestido de mordomo de filme de terror. O Benet é o cantor romântico. Do meu lado, Ricardo Humberto, hoje um dos maiores artistas gráficos do país; naquela época, só o irmão do Benet e colecionador de discos tipo Vyper e Wasp. Na sombra do Ricardo, o João Felipe - que amargava o sofrimento de ser o caçula do grupo, meu irmão e desdentado. Hoje é gestor de uma das maiores multinacionais do país, respeitado pela habilidade com logística e recursos humanos. Mal terminou o MBA, virou professor a preço generoso dessas pós-graduações para executivos. E eu e o Benet, que agora temos crises regulares de niilismo, tirávamos sarro dele.
De qualquer forma, dá uma felicidade olhar para essas caras...

Quarta-feira, Julho 30, 2008

NOVA POSTAGEM NA 91 ROCK! E fotos de antigamente!

Descobri umas fotos de trabalho, antigonas, e vou me expor ao ridículo publicando.
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Essa imagem aí deve ser do Rodolfo Bührer. Registra a noite em que Ciriaco e Baiano, os dois "seguranças" do então prefeito Jocelito Canto, resolveram atirar nos jornalistas. Jocelito havia discutido com o então repórter do Estado do Paraná Osny Gomes (agora no Sindicato dos Jornalistas) durante uma festa que estreiava a Münchenfest. O quiprocó levou todo mundo a passar a noite apertado nos corredores da 13a, famosa delegacia da cidade. Em primeiro plano, meio dormindo, a Denise Angelo (hoje assessora do Pequeno Príncipe) entrevista Pedro Sebastião, que era chefe de gabinete do prefeito. Eu pareço o Caio Jr ali atrás. Depois de mim, Giovani Ferreira, escorpiano que agora milita na Gazeta do Povo. O drama da confusão ainda ressoava, mas, como não poderia deixar de ser, a repórter de TV precisa sempre mostrar simpatia. Acho que a irreverente Chris Chernobay é repórter no Oeste do estado, agora.

Terça-feira, Julho 15, 2008

ANÚNCIO!



Everaldo preencheu o anúncio com pressa. Não tinha o que fazer no resto do dia, mas sempre foi terrivelmente ansioso. Quer se livrar das coisas, até daquelas que deseja muito. Vai ao cinema ver um filme, aquele filme!, e fica torcendo para que seja bem curto. Mesmo que espere um século pela estréia, leia todas as críticas e até monitore as fofocas de produção, quando enfim entra no cinema... a coisa toda já deveria ter acabado!
Então, já que resolveu colocar o anúncio, passar por isso, deveria ser breve. Também acha que pensar muito no assunto lhe torna caprichoso demais. E, portanto, improdutivo. É quase um lance de sorte: pode ficar ridículo e pode ser o bilhete premiado.
Mas a pressa não ajudou, nem mesmo naquilo que considera seu forte: escrever bem e corretamente. Um pequeno erro, menor até do que o estilo “jovial” e “divertido” que adotou para disfarçar o desespero, tornou a história muito estranha.
O anúncio deveria ser:

Homem quase na meia idade, que com bondade pode ser
considerado charmoso, procura mulher inteligente e com tudo em cima.

Assinou com um pseudônimo – na verdade, o único elemento do texto que demorou para sair de sua cachola. Ele pensou em Adam, para homenagear o protagonista de Sete Noivas para Sete Irmãos, mas compreendeu o quão nerd esse tipo de batismo pode soar. Cogitou também Aladim e Simbad, que não pareciam tão ridículos nos primeiros segundos. O nome precisava soar másculo, mas sensível. Alguma coisa forte, sólida, e ao mesmo tempo sugestiva de um certo ar de abandono. Bom, isso eliminava os candidatos Pescoço, Satã e Navalha, que preenchiam apenas a primeira parte. E riscava em absoluto Pedrinho e Rex, mais convenientes para a outra qualidade. Chegou a uma conclusão simples. Deveria ser um nome diferente do seu, mas que não mentisse. Não poderia ser um nome-qualidade, tipo Batatinha ou Dengoso, pois se sentiria uma coisa.
Então assinou Heveraldo.
Ah, tem o erro. Um erro de digitação, por assim dizer, embora o formulário do jornal tenha sido preenchido com uma caneta Bic preta, mascada na ponta e amarrada por um barbante grudento.
Ficou assim:

Homem quase na meia idade, que com bondade pode ser
considerado charmoso, procura mulher inteligente e com tufo em cima.

Tufo?
O fato é que esses malditos classificados funcionam. No domingo, o telefone tocou. A mulher se apresentava como “Talita”, tinha uma voz bonita e convenientemente hesitante (não parecia uma respondedora calejada). Marcaram para se encontrar no café. Antes de desligar, a garota fez uma confissão.
“Então... preciso contar uma coisa, para que nosso relacionamento não comece com mentiras... meu nome é Thalita”.
Everaldo pensou em lembrá-la de que já haviam se apresentado e até temeu que ela sofresse de, sei lá, Alzheimer. Debitou na conta do nervosismo e até sentiu prazer com a confusão. Adora pessoas um pouco atrapalhadas. Thalita esperou um pouco e
“E você? Sei que quer me dizer seu nome”.
Ah, ela sacou que Everaldo usava pseudônimo. É inteligente a mardiçoadinha!
“Tá, vou confessar... meu nome é... Everaldo”
“Ah, ah! Você é tão engraçado!”
Qual é o problema com meu nome?, ele pensou.
Quarenta minutos depois, Everaldo estava lá, sentado de costas para a porta, esperando. Uns dois anos sem namorada era demais, até mesmo para alguém econômico como ele.

(continua).

* Ah, essas fotos são de S. Francisco do Sul e arredores, no final de semana. Foram feitas com meu celular.